Mas o que precisamos saber, é que há um grande abismo entre o crente religioso e overdadeiro servo de Deus, aquele que renunciou o pecado, nasceu de novo e compartilha da cruz de Cristo.
Porque para ser crente e
alcançar a vida eterna, não basta se membrar às instituições religiosas
eclesiásticas, freqüentar as reuniões e contribuir financeiramente com
dízimos e ofertas.
Nos dicionários da língua portuguesa, crente é: Crédulo, aquele que crê. Mas na Palavra de Deus, o crente é o servo fiel e prudente, compromissado com a Verdade expressa no Evangelho do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Muitos dizem: “Eu não sou crente,
mas nunca cometi crime, não tenho vícios, não adultero, não minto, e
creio que o Senhor não vai me mandar para o mesmo lugar onde irão os que
levam uma vida dissoluta, porque certamente não me julgará pelo mesmo
critério adotado para avaliar um crápula. Portanto, acho que quando eu
morrer, o Senhor vai me dar um lugar bom para passar a eternidade”.
Isso é um equívoco, porque se fosse dessa forma seria muito fácil, o
que também tornaria desnecessário o sacrifício e a morte do Senhor
Jesus, e poderíamos considerar inútil, o derramamento do seu sangue para
livrar o homem do pecado e da morte.
Mas
a palavra de Deus na primeira carta universal de João afirma que se
dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há
verdade em nós, mas o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado, o que o fez Advogado para interceder por nós junto ao Pai que está no Céu.
Porque o Reino do Céu, não é como as habitações edificadas pelas mãos
do homem, onde há moradias com diversos padrões de classes sociais, e
cada um se posiciona conforme o poderio econômico. Mas na vinda de
Cristo para julgar os vivos e os mortos, só haverá dois lugares onde o
nosso espírito passará a eternidade, ou seja, a Nova Jerusalém, toda
edificada em ouro para os que herdarão a vida eterna, ou o fogo ardente
para os que provarão a segunda morte.
A palavra de Deus em Tiago 1.22, exorta para que não sejamos apenas ouvintes esquecidos,
mas cumpridor da palavra de Deus, porque é impossível servir a dois
senhores, pois, logo há de agradar um e aborrecer o outro (Mateus.6.24).
E na glória do Senhor, não haverá um recinto mais ou menos morno,
para acomodar aqueles que se julgam justos, mas não receberam a Jesus
Cristo como seu único e suficiente Salvador. Porque a Palavra do Senhor é
sim, sim, ou não, não, o que passar disso é de procedência maligna.
Alem
disso, Jesus afirmou que não veio para os justos, mas veio buscar e
salvar aquele que estava perdido, porque os sãos não precisam de médico,
mas sim os doentes.
E assim, muitos irmãos trazem consigo a patente de crente, porem, sem compromisso com a verdade, e tem no coração a concepção que para herdar a vida eterna basta membrar-se a uma igreja institucionalizada, dar dízimo e oferta e
ser compromissado com a doutrina da sua igreja. Mas Jesus afirmou que,
aquele não nascer de novo não pode ver o Reino do Céu, e se não fosse
assim, a obra da cruz seria em vão.
Mas
para que tenhamos o nosso nome selado no Livro da Vida é preciso muito
mais que religiosidade, porque o próprio Jesus afirmou com toda
segurança que, para alcançar a eternidade, necessário é nascer de novo.
Considere
essa narrativa descrita no capítulo 3 do Evangelho de João, onde um
certo príncipe judeu chamado Nicodemos, foi ter com Jesus a noite, e
reconheceu Jesus como Mestre, vindo de Deus para salvar o homem que
estava morto no pecado, porem respondeu-lhe Jesus:
Aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.
Perguntou Nicodemos: Mestre como pode um homem nascer sendo velho? Por
ventura poderá entrar novamente no ventre de sua mãe e nascer?
Então lhe disse Jesus: Na
verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do
Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é
carne, o que é nascido do Espírito é Espírito. Não te maravilhes de ter
me reconhecido Mestre, necessário vos é nascer de novo.
Observem a grandeza da sabedoria do Senhor Jesus Cristo, que não disse sobre a necessidade do novo nascimento para
um ladrão, um devasso ou a uma prostituta, os quais sobrecarregados de
pecado necessitavam de uma mudança radical e urgente, mas admoestou
justamente a um homem de conduta ilibada, temente a Deus, religioso,
zeloso da lei de Moisés, príncipe dos Judeus, o qual trazia consigo a
certeza que Cristo verdadeiramente é o Filho de Deus.
Porem,
para herdar a vida eterna, aquele homem com todos esses atributos, para
efeito de salvação, encontrava-se nas mesmas condições dos demais
pecadores, porque lhe faltava o essencial para alcançar a salvação. No
seu coração não havia arrependimento, conversão, e fé para sepultar o
velho homem pecaminoso, e produzir o novo nascimento pela aspersão do
sangue do Senhor Jesus Cristo.
Jesus
lhe falava das coisas espirituais; o nascer da água é o arrependimento,
e o nascer do espírito a conversão, a fé para crer verdadeiramente no
sacrifício de Cristo na cruz, para remissão dos pecados, crer na sua
ressurreição para a salvação da vida eterna. Obediência aos mandamentos
do Senhor para fazer somente a sua vontade e receber a Cristo como
Senhor e Salvador da sua vida. Isto sim é ser um crente, verdadeiro
filho de Deus.
Porque
aquele que diz: Eu conheço a Jesus e não guarda os seus mandamentos é
mentiroso, e nele não está a verdade. Aquele que diz que está nele
também deve andar como Ele andou, guardando os seus mandamentos e fazendo a vontade do Pai.
E chegada a tarde do primeiro dia da semana, em que Jesus havia ressuscitado, pôs-se no meio deles, e disse-lhes: Paz seja convosco! E, havendo dito isso, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. Mas Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus.
Disseram-lhe,
pois, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Tome responde: Se eu não
vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o dedo no lugar dos
cravos, e a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei.
E,
oito dias depois, estavam outra vez os seus discípulos e, com eles,
Tomé. Chegou Jesus, estando as portas fechadas, e apresentou-se no meio,
e disse: Paz seja convosco! Depois, disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; chega a tua mão e põe-na no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente. Disse-lhe ainda Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurado o que não vê e crê!
Assim
como Tomé, hoje muitos só conhecem a Jesus morto e pregado na cruz, mas
esse Jesus não atende a sua petição, pois não pode fazer nada por você
porque está morto. Mas o nosso Redentor vive, Jesus
Cristo a quem servimos, morreu pelos pecados de muitos, mas ressuscitou,
foi elevado ao Céu, está sentado à destra do Pai e por nós intercede.
E na segunda carta aos Coríntios 6.15, a palavra argumenta: Que harmonia há entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?
Não
há harmonia ou semelhança alguma do crente com o incrédulo, porque a
palavra faz essa distinção, e o mundo precisa ver a diferença entre o
ímpio e o justo, o que serve a Deus e o que não serve.
Entretanto,
muitos preferem viver para o mundo, desfrutar o deleite dos bens
materiais, mas o mundo não tem nada para nos oferecer, porque a alegria
do mundo é temporã, falsa e passageira, e o seu retorno é carregado de
tristeza e frustração. Por isso, Jesus declarou que o seu Reino não é
deste mundo, como também não é deste mundo o reino dos crentes que tem
esperança na vinda Cristo para julgar os vivos e os mortos.
Ser
crente, é arrepender-se dos pecados, converter-se ao Evangelho de
Cristo, ter um coração limpo como o coração de uma criança, desprovida
do desejo de vingança, não cobiça o alheio, é isenta da lasciva,
idolatria, malícia, avareza, inveja, ciúmes, inimizade, ira, vícios,
contendas, heresias, porque a palavra declara que os que cometem tais
pecados não herdarão o Reino do Céu.
Mas
compartilha do fruto do Espírito, os quais são: Amor, caridade, paz,
benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança, esperança, porque os que
são de Cristo crucificaram a carne e suas concupiscências (Gálatas
5.16-26).
Ser crente,
é amar aos vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos
que vos odeiam e orar pelos que vos maltratam e vos perseguem, para que
sejais filhos do Pai que está nos céus (Mateus 5.44). E se alguém te
ferir a face ofereça-lhe também a outra (Mateus 5.39).
Ser crente, é
amar cordialmente uns aos outros com amor fraternal, paciência na
tribulação, perseverança na oração. Alegrar-se com os que se alegram e
chorar com os que choram. Não ambicionar coisas altas, mas acomodar-se
às humildes.
Ser crente,
é a ninguém tornar mal por mal; viver honestamente, em paz com todos
quando depender de vós. Não vingar a vós mesmos, e se irar, não peque.
Se o teu inimigo tiver fome dar-lhe o que comer, se tiver sede dar-lhe
o que beber, porque fazendo isto, receberás a unção e as virtudes do
Espírito Santo de Deus (Romanos 12).
Ser crente,
é renunciar toda obra da carne e crer verdadeiramente que Cristo morreu
pelos nossos pecados e ressuscitou para nos ofertar a vida eterna.
Esperar com confiança pela sua vinda para arrebatar a sua igreja para
uma cidade santa, onde não haverá mais morte, nem pranto, nem dor, e nem
clamor, porque as primeiras coisas já se passaram.
Ser crente,
é amar à Deus sobre todas as coisas e ao seu próximo como a si mesmo,
porque assim declarou Jesus. E ao contrário do que imaginam aqueles que
não conhecem a Deus, seguir a Jesus não é nenhum martírio. Exige
sim a renúncia das coisas mundanas, o que nos faz muito mais saudáveis
tanto material como espiritualmente, antes é prazeroso e gratificante
servir ao Deus vivo verdadeiramente em espírito e em verdade, porque os seus mandamentos não são pesados.
Portanto, se o irmão refletir o quanto é gratificante ser crente verdadeiramente,
irá correndo para os braços de Jesus. Porque quando passamos a servir a
Deus, recebemos a unção do Espírito Santo, e Ele proporciona a paz em
nosso coração, harmonia na nossa casa, e alegria de viver para Cristo.
Mas o maior dos galardões ainda está por vir, que é a a vida eterna.
O
irmão já imaginou isso, viver com Jesus Cristo e os seus Santos anjos
no átrio do Senhor, para contemplar a beleza da sua santidade numa
harmonia que nunca terá fim?
Verdadeiramente
é algo indescritível, pois, só quem provou os dons celestiais,
experimentou o calor da presença do Espírito Santo no coração, e o gozo
de ser um servo de Deus, é capaz de entender a alegria que pronunciamos,
porque não há palavras para descrever essas virtudes, e a esperança de
um dia encontrarmo-nos com o Salvador, o nosso Senhor Jesus Cristo, a
quem nos amou primeiro e se entregou a si mesmo em sacrifício para
apagar os nossos pecados e nos ofertar a vida eterna.
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